quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dodge EV





É necessário ser um pouco contorcionista para escorregar para dentro do pequeno Dodge EV amarelo. Mas, o que você poderia esperar? É, no fim das contas, um pouco mais que uma versão modificada do apertado Lotus Europa.
O carro movido à bateria da Chrysler revelado hoje é nada menos que impressionante, se você considerar os números. Apesar de ser mais pesado que um Lotus Europa, é esperado que ele vá de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos. Quanto menos? Os membros da Chrysler não estão dizendo, embora meu acompanhante diga que o objetivo é bater o Tesla Roadster, que vai de 0 a 100 km/h próximo de 4 segundos. (E, se Chrysler fizer isso, o Dodge EV também irá superar a versão turbo a gasolina do Lotus). Tudo isso vem de um motor de 200 kW – 268 cv em termos tradicionais – que gera torque máximo de 66,3 kgfm.


Igualmente impressionante é o objetivo da Chrysler de entregar algo entre 240 e 320 km de autonomia por carga. A bateria de litium, montada no meio do carro, deve precisar uma carga durante a noite plugada numa tomada comum, ou menos que a metade disso se você conseguir uma carga rápida de 220 volts.
Quando veremos esse milagre? Bem, nós não estamos bem seguros. A partir de agora, o CEO da Chrysler, Bob Nardelli, está apenas prometendo colocar um dos três veículos apresentados em produção até 2010. Os outros dois devem seguir o quanto antes depois, entretanto.


Enquanto a oferta da Dodge é um carro movido apenas à bateria, a Chrysler fez uma aproximação diferente com os protótipos Chrysler EV e o Jeep EV, ambos usando a mesma tecnologia do Chevrolet Volt.(que você pode ver na primeira postagem)
Chame-os de híbridos plugados, e você será rapidamente corrigido. O termo mais apropriado é, ao que parece, veículo elétrico com autonomia estendida, o E-VER. E se você entender o conceito, até faz sentido. Um tradicional híbrido é primariamente dirigido pelo motor a gasolina, embora um motor elétrico possa ajudar, ocasionalmente.


Nas ofertas de Chrysler e Jeep – e Chevy –, as rodas podem apenas ser dirigidas por motores elétricos. Para até 50 km, suficiente para um dia comum, esse poder vem da bateria. Se a carga da bateria acabar, um pequeno motor interno entra em ação. Serve apenas como gerador: tanto para recarregar a bateria quanto para enviar força direto para o motor elétrico.

terça-feira, 31 de março de 2009

Nissan Qazana







Desenvolvido pela equipe da Nissan de Londres, Nissan Qazana é uma das atrações do Salão de Genebra. A versão mais compacta do modelo Qashqai tem uma estrutura sofisticada, devido as formas arredondadas frontais. Tomado pelo espírito de retomar modelos dos anos 1960, o Qazana foi inspirado no buggy de praia e na moto de quatro lugares.


Suas portas são abertas eletronicamente, porém as traseiras são independentes das dianteiras. Com um conjunto ótico circular na parte frontal, o Qazana apresenta os faróis instalados sobre o capô arredondado. As lanternas, aderem ao formato empinado da traseira.

O interior do modelo é uma extensão do exterior, que mistura materiais duros aos macios. Sem apresentar a coluna B, o acesso aos bancos traseiros fica facilitado. O painel de instrumentos, outra novidade, apresenta tela sensível ao toque.

Audi Q7





A nova versão do Audi Q7 serve como um bom exemplo de downsizing, termo usado para designar a tendência de reduzir os motores, para torná-los mais econômicos e limpos sem abrir mão do desempenho. Equipado com um V6, ele tem atributos para fazer o típico comprador de utilitários esportivos não sentir saudade de um V8. Esse motor 3.6 V6, com injeção direta de gasolina e duplo comando de válvulas hidráulico que ajusta constantemente a admissão e o escapamento, gera 284 cv de potência e 36,7 mkgf de torque. Ele é capaz de levar o Q7 de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos e atingir 225 km/h de velocidade máxima. Quer mais?
O câmbio Tiptronic seqüencial de seis marchas garante mudanças rápidas e oferece a possibilidade de trocas no modo manual. E a tração integral e permanente Quattro assegura a boa estabilidade no asfalto ou na terra – o que de certo modo compensa o elevado centro de gravidade da carroceria e a suavidade da suspensão do Q7. A bordo, não faltam os principais equipamentos de conforto e segurança, também presentes na versão V8. Entre os recursos disponíveis como itens de série estão a câmera auxiliar de manobras de estacionamento (marcha-à-ré e baliza), sistema de freio automático para descidas, sistema anticapotamento e ESP de última geração. Entre os opcionais, há sistema de suspensão a ar, piloto automático adaptativo e teto solar.


Ao volante, o motorista não sente falta dos 30 cv que a versão V8 tem a mais. Isso porque o V6 demonstra valentia nas respostas no meio do trânsito e também na hora de ultrapassar na estrada. A direção hidráulica é firme, e isso a deixa mais esportiva que confortável. Os freios a disco nas quatro rodas cumprem sua missão com eficiência. Visualmente, as versões também são quase idênticas. Para reconhecê-las, o melhor é conferir os nomes que ficam na traseira.

Por consciência ambiental ou simplesmente por economia, o Q7 V6 é uma boa alternativa ao Q7 V8. Além de gastar menos combustível, o Q7 V6 custa 278 000 reais, enquanto o V8 sai por 349 000 reais. Ou seja: uma diferença de 71 000 reais.