quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Novo Mustang Shelby GT500


De cara, a vistosa entrada de ar no capô e a grade dianteira se destacam, criando um belo conjunto e agregando funcionalidade, já que as peças foram desenhadas visando a refrigeração do motor. As faixas verticais que percorrem toda a extensão do carro, outra característica dos Shelby, também marcam presença.
Na lateral, a identificação “GT500” e a tradicional serpente que identifica os projetos do lendário preparador Caroll Shelby indicam que o Mustang não está para brincadeira. As rodas de 19 polegadas construídas em alumínio forjado e os pneus esportivos da Goodyear atestam o temperamento “nervoso” do modelo.
Já a traseira é marcada por um sutil aerofólio e o logotipo “Shelby” posicionado acima das lanternas. A clássica tampa de combustível cromada dá o toque final, ostentando as credenciais de um nome com história entre seus entusiastas.
Por dentro, o Mustang possui revestimento em couro nos bancos, volante e laterais de porta, além de apliques de alumínio no painel de instrumentos. O console central conta com um sistema de áudio e navegação por GPS e os controles de ar-condicionado digital. A manopla de câmbio na cor branca, marca registrada dos Shelby, dá o toque de nostalgia ao interior.

Mas o principal destaque está debaixo do capô. O motor 5.4 V8 dotado de turbocompressor e intercooler gera 540 cv. Números de aceleração e velocidade final não foram divulgados. De acordo com a Ford, a evolução em relação à geração anterior do Shelby se deu graças ao conhecimento acumulado no desenvolvimento do Shelby GT500KR, exibido no Brasil na última edição do Salão do Automóvel.
A Ford também promoveu outras modificações na parte mecânica. Com as mudanças na quinta e sexta marchas, a montadora promete aceleração mais eficiente e maior economia de combustível. Os discos de embreagem agora possuem um diâmetro de 250 milímetros – ante 215 milímetros de seu antecessor – e são feitos de cobre e fibra de vidro.

Chevrolet Captiva

O Captiva é americano na marca, mas foi desenvolvido pela subsidiária coreana (a antiga Daewoo), e isso é boa notícia. A outra boa notícia é que há uma linha de montagem no México, e isso nos leva à terceira notícia, quase oficial: o lançamento do Captiva no Brasil, para tomar o lugar da Blazer no mercado acima dos 100 000 reais. O primeiro modelo a desembarcar por aqui será o V6 de 3,2 litros, a gasolina. Na Argentina, o utilitário estreou em novembro, com motor 2.0 turbodiesel, por até 149 900 pesos (85 000 reais numa conversão simples, sem considerar diferenças de impostos). É o carro que está diante de nós.
Em vez de chassi, a plataforma Theta, feita especialmente para utilitários médios da GM, usa carroceria monobloco e suspensão traseira independente, com quatro pontos de articulação e barra estabilizadora. O Captiva é uma espécie de Focus para a terra, muito mais gostoso e seguro ao volante que os utilitários ao nosso redor. Seus freios (a disco nas quatro rodas) são comunicativos e a direção (tipo pinhão e cremalheira) não tem folgas. Mais que um jipe, tem os modos de uma Zafira robusta.
O carro que será vendido no Brasil terá sete lugares. Com os bancos de trás embutidos no chão, há razoáveis 465 litros de espaço para as malas - mas nenhuma cobertura para escondê-las. Com a terceira fila em pé, sobram míseros 85 litros. Seria até difícil empilhar bolsas numa área tão estreita, mas o vidro traseiro é basculante e ajuda no serviço.
Um adulto conseguiria andar na terceira fileira de bancos do Captiva, mas sem conforto. Ali é território de crianças. O acesso ao fundão é diferente daquele da Zafira: puxe uma alavanca na lateral da segunda fileira de bancos que o encosto se junta ao assento e os dois dão uma cambalhota para a frente. Fazem isso quase sozinhos, levantados por molas a gás. Mas, talvez para evitar o maior risco desse tipo de sistema (que é o banco cair com força e machucar a mão ou o pé de quem estiver embaixo), o amortecedor tem pressão demais. Para baixar o banco novamente, é preciso empurrá-lo com vontade. As travas pedem mãos razoavelmente fortes e, no caso da terceira fileira, braços longos. A compradora deve experimentar o sistema antes de fechar negócio.

Novo Renault Sandero Stepway


A Renault chega como estilo no segmento off-road light.

Baseado na versão Privilège, o Sandero Stepway chega para rivalizar com modelos como Volkswagen CrossFox e Fiat Palio Adventure Locker. Assim como os seus concorrentes, o Stepway usa a aparência incrementada como principal chamariz de vendas.
Além da suspensão com 185 mm de altura em relação ao solo, o novo Sandero é calçado com rodas de 16 polegadas e conta com estribos laterais, faróis com máscara negra, molduras nos pára-lamas na cor preta e barras longitudinais no teto. Adesivos nas colunas traseiras completam o visual.
Internamente, o Stepway possui itens que o diferenciam das demais versões. Puxadores de porta, molduras das saídas de ar-condicionado e o console central são pintados na cor prata. Volante e bancos podem ser revestidos opcionalmente com couro.
O Stepway é equipado com o mesmo motor 1.6 16V Hi-Flex utilizado nas versões topo-de-linha do hatchback e também em outros modelos da marca, como Logan e Mégane. São 112 cv com álcool e 107 cv quando abastecido com gasolina.
O preço sugerido para o Sandero Stepway é de R$ 44 mil, que inclui apenas direção hidráulica entre os itens de série. Ar-condicionado, airbag duplo, freios com sistema anti-travamento (ABS), travas elétricas e vidros elétricos são alguns dos opcionais. Completo, o carro beira os R$ 55 mil.